“O povo brasileiro não autorizou a reinvenção de seus símbolos. O povo brasileiro não pediu que sua identidade fosse reinterpretada por códigos alheios à sua cultura. O povo brasileiro não aceita ver sua história convertida em militância ideológica”, afirmou Evair Vieira de Melo.
Por iniciativa do deputado Evair Vieira de Melo (PP/ES), a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) aprovou Moção de Repúdio à descaracterização simbólica da identidade nacional na camisa oficial da Seleção Brasileira de Futebol, especialmente no tocante à inserção da expressão “Brasa” nos uniformes para a Copa do Mundo deste ano.
Segundo ele, “não há nação que subsista sem respeito aos seus símbolos, e não há símbolo mais universalmente reconhecido do Brasil do que a camisa da Seleção Brasileira de Futebol, patrimônio imaterial de um povo que nela se vê, se reconhece e se projeta diante do mundo”, enfatizou.
Na sua avaliação, “substituir “Brasil” por “Brasa” não é modernizar: é vulgarizar. Não é aproximar-se do povo: é afastar-se dele. É impor, de cima para baixo, uma linguagem sem honra que não brota das ruas, não ecoa nos estádios e não vive na alma nacional”, criticou.
Vieira de Melo destacou, ainda, que “a camisa da Seleção não pertence a empresas. Não pertence a dirigentes. Não pertence a governos. Pertence ao povo brasileiro e somente a ele. Aquilo que pertence ao povo não pode ser manipulado à revelia do povo”.
Embaixadas
Evair Vieira de Melo teve aprovado, ainda, dois requerimentos de Informação ao Itamaraty e ao Tribunal de Contas da União (TCU), para que sejam prestados esclarecimentos sobre a utilização de residências oficiais do Brasil no exterior, diante de notícias sobre a hospedagem de autoridades e particulares.
Ele quer saber, entre outras coisas, se existem normas formais, no âmbito do Ministério das Relações Exteriores, que regulamentem a utilização de residências oficiais no exterior e a autorização de hospedagem de terceiros que não integrem missões oficiais, além dos critérios que definem quem pode ser autorizado a se hospedar em residências oficiais.
Ao TCU, o deputado pergunta se foi ou será realizada auditoria específica sobre a utilização dessas residências, quanto a economicidade e a finalidade dos gastos, além da expedição de recomendações ao Ministério das Relações Exteriores.
Segundo ele, “registros recentes indicam que a manutenção da estrutura de embaixadas e residências oficiais brasileiras no exterior implicou despesas expressivas, alcançando valores da ordem de centenas de milhões de reais. “Consta que a primeira-dama fez uso de residências oficiais em compromissos no exterior, o que, em tese, pode estar vinculado a agendas institucionais. Todavia, também foi amplamente noticiada a hospedagem de ator e humorista em residência oficial, a convite de autoridade diplomática, fato que suscita questionamentos quanto à finalidade pública da utilização dessas estruturas” explicou.
Assessoria de Imprensa CREDN