Segundo o banco,
99% dos beneficiados pelo programa de crédito foram MPMEs (micro, pequenas e
médias empresas) e MEIs (microempreendedores individuais)
Em 2020, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social) destinou cerca de R$ 752 milhões em medidas emergenciais
para o Espírito Santo. Os investimentos também foram divididos de acordo com o
porte das empresas capixabas beneficiadas.
Desde o início da pandemia do novo coronavírus,
em março de 2020, o Brasil tem enfrentado uma grave crise econômica. Para
retomar a economia e diminuir o impacto da crise, o Governo Federal tem
trabalhado efetivamente em políticas públicas de apoio às pequenas e médias
empresas. Em janeiro deste ano, o BNDES informou que injetou R$ 154 bilhões na
economia durante o ano de 2020, priorizando pequenas e médias empresas.
No Espírito Santo, 2231 empresas foram
amparadas, sendo 1007 microempresas pequeno (898 empresas), médio (259
empresas) e grande porte (67 empresas).
Além disso, por meio do programa PEAC - FGI,
outros R$ 1,37 bilhão em empréstimos foram liberados para micro e pequenas empresas
do estado. As operações do programa foram realizadas pela modalidade Crédito
Livre, onde os recursos são de outros agentes financeiros, cabendo ao BNDES,
nestes casos, a supervisão e administração das garantias do FGI.
Para Evair de Melo, deputado federal e
vice-líder do governo na Câmara, medidas econômicas emergenciais destinadas às
pequenas e médias empresas serão fundamentais durante todo o enfrentamento da
pandemia de COVID-19. “Desde o início da pandemia, o Governo Federal está
atuando para unir a retomada econômica ao combate do novo coronavírus.
Precisamos oferecer políticas públicas que diminuam o impacto da crise sobre o
povo brasileiro, que batalha todos os dias para sobreviver e não merece perder
o seu emprego ou ver o seu negócio ir à falência”, afirmou.
O valor foi distribuído através de diferentes
medidas. Entre elas, o Programa Emergencial de Acesso ao Crédito (Peac),
lançado em junho do ano passado, viabilizou R$ 92,1 bilhões em empréstimos
garantidos a 114,5 mil empresas. Além disso, mais R$ 20 bilhões foram
repassados do fundo PIS-Pasep para o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço). A medida, realizada em março, permitiu que cidadãos realizassem saque
emergenciais e destinassem parte desses
recursos ao consumo. Segundo o BNDES, o investimento total de R$ 154 bilhões
alcançou 390 mil empresas, que empregam mais de 9,5 milhões de pessoas.
Resumo das
medidas emergenciais do BNDES em 2020*:
Para o
Espírito Santo:
- Direcionados R$ 752.067.356,17 para 2331
empresas capixabas através do Peac-FGI e distribuídas por porte:
• Grandes empresas (67): R$ 378.501.507,29
• Médias empresas (259): R$ 174.578.144,88
• Pequenas empresas (898): R$ 119.749.105,37
• Micros empresas (1007): R$ 79.238.598,63
*Total (2231 empresas): R$ 752.067.356,17
Para MEIs
e MPMEs:
- O BNDES e o Ministério da Economia
ofereceram garantias à 114,5 mil empresas por meio do Programa Emergencial de
Acesso a Crédito (FGI PEAC), totalizando R$ 92,1 bilhões em créditos
contratados. Desse valor, R$ 82,3 bilhões foram destinados às pequenas e médias
empresas.
- A linha Crédito Pequenas Empresas, que
oferece crédito para capital de giro, já aprovou R$ 9,1 bilhões, apoiando 27,5
mil empresas.
- Em duas etapas, o Programa Emergencial de
Suporte ao Emprego (PESE) aprovou R$ 8 bilhões em crédito para pagamento da
folha de salários de funcionários e quitação de verbas trabalhistas.
- A linha PEAC Maquininhas, voltada para
empréstimos oferecidos por agentes financeiros com base nas vendas realizadas
por meio das maquininhas de cartão, chegou a R$ 3,1 bilhões aprovados para 109
mil empreendedores.
- O BNDES Audiovisual (FSA), linha emergencial
criada para o financiamento a salários, gastos com fornecedores e a manutenção
da atividade fim das empresas pertencentes à cadeia produtiva do setor
audiovisual, apoiou com R$ 246 milhões 11 empresas que empregam mais de 7,5 mil
pessoas.
- O BNDES aprovou R$ 20 milhões não
reembolsáveis para apoiar projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação
(PD&I) realizados em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa e
Inovação Industrial (EMBRAPII) que atendam às necessidades do sistema de saúde
do país, ajudando no combate à pandemia.
- O Programa BNDES Crédito Cadeias Produtivas,
que concedeu financiamento a capital de giro à cadeia produtiva de grandes
empresas, formada majoritariamente por pequenas e médias empresas, somou R$ 117
milhões, suportando as necessidades de liquidez de 211 empresas que compõem as
cadeias produtivas de grandes empresas.
Para
grandes empresas:
- A suspensão de pagamentos de financiamentos
(standstill) ao setor privado totalizou R$ 13,3 bilhões, beneficiando mais de
29 mil empresas.
- O consórcio formado pelo BNDES e mais 15
instituições financeiras contratou R$ 15,3 bilhões na Conta Covid, para
financiamento ao setor elétrico, de forma a evitar um aumento imediato maior
das tarifas.
Para o
setor público:
- As ações emergenciais ao setor público
somaram R$ 3,9 bilhões em suspensões de pagamentos de estados e municípios.
Além disso, o BNDES acelerou liberações de financiamentos contratados por
estados no total de R$ 225 milhões.
* Com
informações da Agência BNDES de Notícias