A picanha não chegou pra quem trabalha, mas a carne de paca cara, rara e suspeita, chegou pra quem governa: o PT esbanja e debocha do povo brasileiro.
Diante da ampla repercussão na mídia e nas redes sociais sobre o consumo de carne de animal silvestre (paca) em ambiente ligado à Presidência da República, o deputado federal Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES), vice-líder da oposição, adotou medidas formais no âmbito do Congresso Nacional para exigir esclarecimentos e responsabilização.
O parlamentar apresentou requerimentos tanto na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) quanto na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC), além de provocar a atuação de órgãos de controle, diante da gravidade dos fatos noticiados.
Entre as iniciativas, Evair solicitou o envio de indicação à Procuradoria-Geral da República para apuração de possíveis irregularidades na origem, comercialização e consumo da carne de animal silvestre amplamente divulgada pela primeira-dama. Paralelamente, apresentou requerimento de informações ao Ministério do Meio Ambiente, cobrando dados detalhados sobre a legalidade, rastreabilidade e fiscalização do produto.
O caso ganhou repercussão nacional após publicações que exibem o preparo e consumo da carne, acompanhadas da justificativa de que o produto teria origem em criadouro legalizado. No entanto, especialistas e a própria legislação ambiental brasileira estabelecem regras rígidas para o manejo, abate e comercialização de fauna silvestre, permitindo exceções apenas sob condições estritamente controladas.
Para Evair, a situação expõe um cenário preocupante de possível relativização da lei:
“Não pode existir dois pesos e duas medidas. A legislação ambiental precisa ser respeitada por todos, principalmente por quem está no topo do poder e deveria dar o exemplo.”
O deputado também alerta para o risco de “lavagem” de animais provenientes de caça ilegal por meio de estruturas aparentemente regularizadas, falha já conhecida nos mecanismos de controle do setor.
Além da apuração do caso concreto, os requerimentos apresentados pelo parlamentar buscam avaliar a efetividade dos sistemas de fiscalização e rastreabilidade atualmente adotados no país, questionando se são suficientes para impedir fraudes e garantir a proteção da fauna brasileira.
Evair reforça que o episódio vai além de um fato isolado:
“Enquanto o brasileiro comum enfrenta dificuldades para colocar comida na mesa, vemos a elite do poder, os “defensores da causa animal”, consumindo produtos raros, caros e cercados de dúvidas legais. Isso fere o princípio da igualdade e desmoraliza a lei”.
O parlamentar seguirá acompanhando o caso e cobrando respostas das autoridades competentes.
https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2613958