Em meio ao avanço das invasões de terras e ao agravamento da insegurança jurídica no campo brasileiro, a Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados instalou a Subcomissão de Direito de Propriedade e Regularização Fundiária, elegendo o deputado federal Evair de Melo (Republicanos-ES), vice-líder da oposição, como presidente do colegiado.
Também compõem a direção da subcomissão o deputado Pezenti (MDB-SC), como vice-presidente, e o deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), como relator.
A instalação da subcomissão ocorre em um momento crítico, marcado pelo aumento das invasões de propriedades rurais, pela atuação de movimentos organizados como o MST, pela ampliação de disputas envolvendo áreas indígenas e quilombolas e pela fragilidade na condução da política fundiária por parte do governo federal.
O plano de trabalho aprovado prevê uma atuação firme do Parlamento na fiscalização dos órgãos responsáveis, no levantamento de conflitos fundiários e na proposição de medidas legislativas para garantir o direito de propriedade, combater invasões e restabelecer a segurança jurídica no campo .
Para Evair de Melo, o cenário atual exige uma reação clara e contundente do Congresso Nacional:
“O que estamos vendo no Brasil é a relativização do direito de propriedade. Invasão de terra não é política pública, é crime. O produtor rural está sendo pressionado, ameaçado e abandonado por um governo que fecha os olhos para ilegalidades e estimula conflitos. Essa subcomissão não será decorativa. Vamos agir.”
A subcomissão terá como foco investigar a atuação de órgãos como INCRA, Ministério do Desenvolvimento Agrário e demais estruturas responsáveis pela política fundiária, especialmente diante de denúncias de omissão, morosidade e decisões que ampliam a insegurança no campo.
Além disso, o colegiado irá promover audiências públicas com representantes do setor produtivo, juristas, entidades e órgãos governamentais, com o objetivo de construir um diagnóstico real da crise fundiária e propor soluções concretas para pacificar o campo brasileiro.
Com duração inicial de 180 dias, os trabalhos resultarão em um relatório final com propostas legislativas e medidas institucionais voltadas à defesa do direito de propriedade, ao combate às invasões e ao fortalecimento da segurança jurídica, pilares fundamentais para o desenvolvimento do agronegócio e da economia nacional.
A eleição de Evair de Melo consolida sua posição como uma das principais vozes do Congresso na defesa do produtor rural, da legalidade e do Brasil que trabalha.