Evair de Melo comemora o recorde de crescimento de Startups no primeiro quadrimestre de 2021

Foram 77 negócios fechados entre janeiro e abril deste ano, contra 35 do ano passado.

Foram 77 negócios fechados entre janeiro e abril deste ano, contra 35 do ano passado. O número já é maior do que todo o ano de 2019.

O isolamento social causado pela pandemia da Covid-19 instituiu uma nova forma de consumo. A partir disso, as organizações já consolidadas que não possuíam um perfil inovador e tecnológico tiveram de se adaptar ao novo mercado, indo em busca de startups, empresas focadas no desenvolvimento de produtos ou serviços inovadores de base tecnológica com potencial de rápido crescimento de forma repetível e escalável.

Entre janeiro e abril deste ano, o número de aquisições de startups bateu o recorde, atingindo 120% de crescimento. Segundo dados da plataforma de inovação Distrito, 77 negócios foram fechados, contra 35 no mesmo período do ano anterior. Este movimento começou a se intensificar no terceiro trimestre do ano passado, quando aumentou a corrida pela digitalização para amenizar os efeitos da crise. O resultado é ainda mais impressionante se comparado a 2019, quando o número de compras do ano inteiro foi menor do que em quatro meses de 2021.

A pandemia apenas acelerou essa transformação digital, forçando as empresas convencionais a enxergarem o futuro do comportamento de consumo conectado. A procura para aquisições é, principalmente, para soluções em tecnologia, logística e pagamentos.

Neste ano, a venda de startups com soluções voltadas para o setor ficou em primeiro lugar no ranking de fusões e aquisições, com 14% das operações, segundo a Distrito. Em 2020, as fintechs, empresas que trabalham para inovar e otimizar serviços do sistema financeiro, estavam na liderança, com 16%, e o varejo em quarto lugar, com 11%.

Marco Legal das Startups

No início de maio, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei Complementar 146/19, que institui o Marco Legal das Startups e trata de aspectos relativos a definições legais e ambiente regulatório; medidas de aprimoramento do ambiente de negócios; aspectos trabalhistas; fomento ao desenvolvimento regional das startups; participação do Estado neste tipo de empresa; alterações na Lei do Simples para contemplar companhias nessa modalidade; e incentivos aos investimentos.

O PLP de incentivo a criação de startups ainda considera as empresas que fazem parte de cooperativas, visando desburocratizar o setor, contemplando o empresário individual, a empresa de responsabilidade limitada, as sociedades empresariais, as sociedades simples e as sociedades cooperativas.

O deputado federal e vice-líder de governo na Câmara, Evair de Melo, votou a favor da instituição do Marco Legal e ressaltou a importância da Lei.

“As startups são o momento e esse recorde de aquisição mostra claramente que o futuro pertence à inovação. A aprovação do Marco Legal se mostra ainda mais relevante neste cenário de crescimento do setor, porque, desta forma, conseguimos garantir que mais startups surjam e mais movimentado seja essa revolução. Nosso trabalho no Governo é para o benefício da população e fico feliz que estejamos no caminho certo”, disse.

Com a aprovação da Câmara, agora o PLP seguirá para sanção ou veto do Presidente da República, Jair Bolsonaro.

Confira aqui todas as informações sobre o Projeto de Lei Complementar 146/19.

*Com informações do jornal Estadão.