“Quem de nós rezou
pelos governantes? Quem de nós rezou pelos parlamentares? Para que possam ir de
acordo e levar adiante a pátria?”. A fala do Papa Francisco possui um
significado especial nesta terça-feira, 22 de junho: autoridades políticas
participaram, nesta manhã, da Missa em ação de graças ao patrono dos políticos,
Thomas More, na Catedral Metropolitana N. Sra. Aparecida.
A missa foi
presidida pelo dom Paulo Cezar, arcebispo de Brasília, e transmitida ao vivo no
canal do Facebook da Arquidiocese de Brasília e pelo canal de televisão Rede
Vida. Após a celebração, as autoridades presentes seguiram para o local onde
foram homenageadas com o Prêmio “Testemunho Laical” organizado pela Sociedade
Thomas More.
Evair de Melo foi
indicado pela deputada federal Soraya Santos, em reconhecimento ao seu trabalho
em favor da vida, da educação integral e da liberdade das famílias.
Após a homenagem, o
deputado federal e vice-líder do governo na Câmara Evair de Melo agradeceu o
acolhimento e reconhecimento por seu trabalho. “Sou católico e para a minha
pessoa receber essa homenagem é de um significado muito importante. Ter a
benção de pessoas que intercedem e acreditam na importância do trabalho
parlamentar foi um momento importantíssimo. Minha fé é o guia do meu mandato,
então receber esta homenagem foi extraordinário. Estou extremamente grato e
feliz pela oportunidade”, declarou.
Sobre Thomas More, padroeiro dos políticos
e de todos aqueles que se dedicam ao serviço da caridade, por meio da
vida pública
Nesta terça-feira,
dia 22 de junho, a Igreja Católica celebra um santo pouco conhecido. Thomas
More (ou Tomás More) foi declarado Patrono dos governantes e políticos no ano
2000, pelo Papa João Paulo II. São Thomas More nasceu na cidade de Londres, na
Inglaterra, no ano de 1478. Seus pais eram cristãos e educaram os filhos no
seguimento de Cristo. Ele foi canonizado em 1935.
Na época, os
conflitos entre o Rei Henrique VIII e o Papa Clemente VII eram constantes. O
rei, que já era casado com Catarina de Aragão, queria que o papa anulasse seu
casamento para casar-se com a cortesã Ana Bolena. Thomas More era chanceler e
conselheiro do rei — mas, acima de tudo, era um homem que norteava suas ações
através da ética e dos valores cristãos. Por discordar do pedido do Rei, foi
acusado de alta traição.
Após um controverso
julgamento, Thomas More foi condenado à morte por decapitação. Duas semanas
antes, pelo mesmo motivo, já havia sido decapitado o bispo Dom João Fisher. O
rei usou o Parlamento inglês, que se curvou diante dele e publicou o Ato de
Supremacia, que proclamava o rei e seus sucessores como chefes temporais da
Igreja da Inglaterra. Foi o início da Igreja anglicana.
São Thomas More é
lembrado pela Igreja como o guardião de todos os parlamentares. Ele é autor de
diversos livros como: “Utopia”, e “O Diálogo do conforto contra as
tribulações”, livro que escreveu durante os quinze meses em que esteve na
prisão.
Com informações da
Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Brasília