Desde o início da
pandemia, em março de 2020, Evair de Melo tem feito um importante apelo: ouvir
o setor da agropecuária é essencial para o sucesso no combate à pandemia
causada pela COVID-19.
Nesta quarta-feira
(7), durante audiência das Comissões de Ciência e Tecnologia; e Comunicação e
Informática, o parlamentar reafirmou o potencial do agro no controle de
pandemias a céu aberto. “A defesa sanitária da agropecuária tem hoje 400 pragas
em quarentena. A competência desse exército deve ser valorizada e por isso
tenho cobrado que as áreas médicas precisam estreitar relações com esse setor
que tem expertise no controle de pragas e quarentena a céu aberto”, afirmou.
Evair de Melo, que
atua como coordenador do Comitê de Crise no Congresso contra à COVID-19, não
tem medido esforços para a celeridade na campanha de imunização no Brasil. Na
reunião com o ministro Marcos Pontes, o deputado federal e vice-líder do
governo na Câmara reiterou a necessidade do uso de fábricas de imunizantes
veterinários, como as de vacinas contra aftosa, para aumentar a oferta de doses
contra o novo coronavírus.
“Tive a
oportunidade de trabalhar com esse tema em primeira mão com a ministra Tereza
Cristina e também com o ministro Marcelo Queiroga. A transformação tecnológica
das nossas fábricas de vacinas de aftosa é necessária para que possamos
aumentar a oferta de vacinas contra a COVID-19”, completou.
A medida, que está
sendo estudada e conta com o apoio de parlamentares, pode se tornar mais uma
importante contribuição do setor agropecuário durante a pandemia. No dia 26 de
março, o Butantan anunciou a ButanVac,
nova candidata a imunizante contra a COVID-19 que utiliza tecnologia ligada ao agro. O Instituto, responsável pela maior parte da produção de vacinas
contra o novo coronavírus no Brasil, também está desenvolvendo o Soro Anti-covid,
que utiliza anticorpos de cavalos para o
tratamento contra a doença.
Em resposta às
colocações do deputado, o ministro Marcos Pontes afirmou a aplicabilidade e
importância da medida. “Quanto às fábricas de vacinas, já tínhamos conversado
com empresas do ramo, antes do início da fabricação de vacinas no Brasil, para
fazermos essa conversão. É sim possível e muito aplicável [...] Demonstrando a
qualidade dos laboratórios, com rigor, sem dúvida nenhuma será um avanço para o
País na capacidade de produção e exportação”, declarou o Ministro.