Atividade é uma nova fonte de renda para os produtores; Evair de Melo é autor de projeto que institui Política Nacional de Incentivo à Produção de Frutas in Natura e produtos derivados
O Espírito Santo,
destaque nacional e mundial na cafeicultura, tem ganhado notoriedade em outra
importante atividade agrícola: a fruticultura. O setor, que vive uma fase de
intenso desenvolvimento nos últimos anos, tem unido a tecnologia à diversidade
produtiva para alcançar resultados cada vez melhores.
Em 2019, segundo
projeções do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a fruticultura apresentou
tendência de crescimento de 2,7%. Ainda segundo dados do levantamento, a
previsão foi de um acréscimo de 30 mil toneladas em relação à produção do ano
anterior.
O clima e o solo
capixaba fazem com que cada região se destaque em diferentes produções. No
norte e nordeste do estado, em municípios como Aracruz, Boa Esperança, Jaguaré,
Linhares e São Mateus, o cultivo é majoritariamente voltado para frutas como
mamão, goiaba, coco e maracujá. Já no sul, em municípios como Iconha, Alfredo
Chaves, Marataízes, Itapemirim e Presidente Kenedy, o destaque são as lavouras
de banana e abacaxi.
Evair de Melo é autor de medida que solicita
estímulos ao setor
A fruticultura tem
se tornado uma nova fonte de renda para os agricultores capixabas. A colheita,
voltada tanto para o mercado de frutas in Natura quanto para a indústria de
processamento, tem gerado emprego e renda para as famílias da área rural.
Atento a este cenário, Evair de Melo é o autor do Projeto de Lei 3082/2015, que
institui a Política Nacional de Incentivo à Produção de Frutas in Natura e
produtos derivados.
A proposta assegura
instrumentos como o crédito rural, a pesquisa agrícola, a Assistência Técnica e
Extensão Rural especializadas, entre outros, para aumentar a qualidade das
frutas, gerando mais renda aos agricultores e produtos de qualidade superior.
Para o parlamentar,
que atua como deputado federal, vice-líder do governo na Câmara e
vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), investir no setor
é essencial para o desenvolvimento da agricultura no Espírito Santo. “O nosso estado
é reconhecido como uma referência na cafeicultura. Desenvolvemos tecnologia,
estimulamos os produtores e alcançamos resultados surpreendentes ano após ano.
Por que não fazer o mesmo com a produção frutífera? Já sabemos do potencial que
os nossos produtores possuem, então precisamos intensificar os investimentos e
a pesquisa para esse ramo. Tenho a convicção de que seguiremos avançando neste
setor e levando o nome do Espírito Santo para novos mercados”, afirma.
Iniciativa une tecnologia e profissionalização
para desenvolver a fruticultura no estado
Onze municípios que
formam a região do Caparaó, no sul do Espírito Santo, irão receber um
importante auxílio para o desenvolvimento da produção frutífera. O projeto, que
conta com a participação da Embrapa Mandioca e Fruticultura, a Universidade
Federal do Espírito Santo (UFES) e as prefeituras e sindicatos dos municípios,
vai levar investimento e profissionalização para os produtores da região. O
objetivo é que, após a implementação do projeto, a região se torne um polo de
fruticultura capaz de produzir mais de 1.200 toneladas de frutas.
As quatro etapas de
desenvolvimento do projeto, dívidas em diagnóstico, melhorias da
infraestrutura, instalação de unidades tecnológicas e capacitação de produtores
contarão com um investimento total de R$ 4 milhões. Idealizado em 2017, a
iniciativa começou a receber recursos em outubro de 2020 através do Ministério
da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Até o momento, já foram
repassados R$730 mil para o início das operações.
Devido a pandemia
da Covid 19, o projeto ainda não possui uma data de início definida. Além de
Alegre, matriz do projeto, os municípios beneficiados pelo programa serão:
Divino de São Lourenço, Guaçuí, Ibitirama, Iúna, Jerônimo Monteiro, Dores do
Rio Preto, Ibatiba, Irupi, Muniz Freire e São José do Calçado.